sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O homem que ama demais, “Esse cara sou eu”.



 Musica de Roberto Carlos "Esse cara sou eu".
A primeira vista a música descreve um homem apaixonado, carinhoso, que adivinha as vontades de seu amor e sabe perfeitamente como fazê-la feliz. Ao que tudo indica, esse seria o homem ideal pra qualquer mulher. Um cara que logo no começo da relação se mostra tão apaixonado e tão dependente e se dispõe a ser o seu companheiro em qualquer situação,  parece um sonho...
Então vamos olhar mais de perto?
O “cara que pensa em você toda hora”, ele “...conta os segundos se você demora” e “...está todo o tempo querendo te ver”, e acredita inquestionavelmente “... que já não sabe ficar sem você” é o homem que ama demais.
Ele não respeita seus horários “e no meio da noite te chama, pra dizer que te ama”. Ele tenta te convencer de que não sente ciúmes, mesmo quando “...pega você pelo braço. Esbarra em quem for que interrompa seus passos". Ele diz que está tentando te proteger e que “está do seu lado pro que der e vier”. Ele tenta demonstrar que você é frágil demais pra cuidar da própria vida e não sabe se defender. Então, fatalmente, você precisa de um leão de chácara seguindo seus passos e comprando briga por onde passa, principalmente, pra mostrar que é macho e que ninguém mexe com a mulher dele (dele hipoteticamente), afinal, ele se acha “O herói esperado por toda mulher” pois “Por você ele encara o perigo”. Ao invés de encarar qualquer perigo será que não esta lhe colocando em perigo?
Ele acha que você pode prescindir das suas amizades, pois além de namorado é “seu melhor amigo”. Esse cara tem certeza de que tudo que você precisa é tão somente de um “...cara que ama você do seu jeito”. Ele pensa que só porque “depois do amor você se deita em seu peito (dele) ” e por que ele “te acaricia os cabelos, te fala de amor, te fala outras coisas, te causa calor”, você deve se sentir plenamente realizada e agradecida por estar em seus braços. E que por isso “de manhã você acorda feliz”, esboçando “...um sorriso que diz”, sem emitir palavra, que ele é O CARA.
Ele é tão egocêntrico que acha que o mundo se resume a ele, e que dentre todos os outros homens ele é o melhor, por isso vai repetir enfaticamente “Eu sou o cara certo pra você. Que te faz feliz e que te adora. Que enxuga seu pranto quando você chora” e dessa maneira vai tentar convencê-la de que ninguém, além dele, poderá te fazer feliz e que sem ele a sua vida não terá sentido.
Desde que você não esteja atrasada, vestida inadequadamente (segundo a opinião dele) ou acompanhada, ele vai ser “o cara que sempre te espera sorrindo, que abre a porta do carro quando você vem vindo, te beija na boca, te abraça feliz”. Caso contrário ele diz “que sentiu sua falta e reclama” e justifica o cerco dizendo que age assim por que “ele te ama”.
Será que esse realmente é O CARA?

A letra da música não me remete a nenhum romantismo, o que vejo nela é um cara perigoso. Ela descreve um sujeito compulsivo, egocêntrico, ciumento, possessivo e briguento, o estereótipo do homem machista. Todas as características e comportamentos desse cara me levam a crer que ele é o homem que agride e, quiçá, mata a companheira. Não se deixe enganar, ele realmente é perigoso, afaste-se dele o quanto antes. Caso se sinta ameaçada, você pode procurar ajuda.

 Clicando nesse link (Aqui) você encontra endereços e telefones de delegacias e centros especializados na ajuda de mulheres em situação de violência.


fonte imagens: http://imguol.com/2013/03/20/croods-7-1363788866167_615x300.jpg
                         http://www.imagensparaofacebook.com.br/wp-content/uploads/2013/08/homem-das-cavernas-383x285.jpg
                         http://www.contaoutra.com.br/images/coisas/0homemdascavernas.jpg

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As duas mulheres de Mario Lago




 “Ai que saudade da Amélia”, letra de Mário Lago e música de Ataulfo Alves, tornou-se sucesso no carnaval de 1942.

A letra descreve duas mulheres, uma que é insatisfeita com a situação financeira do casal e a outra resignada e submissa. Teríamos duas mulheres diametralmente opostas?
A Amélia de 1942 era conformada com a condição social do marido, solidária a ele; abdicava de sua aparência pra cuidar do marido e dos filhos; rejeitava a condição de mulher pra viver tão somente o papel de mãe e esposa; viveu a situação de miséria resignadamente, aceitando de bom grado todos seus dramas e dilemas. Não exigia, reclamava e nem resmungava. E portanto, Amélia era a mulher “ideal”, a mulher de “verdade”.
  A outra (que vou chamar de Patrícia) de aspirações pequeno-burguesas, não se conformava com sua condição social; exigia que o marido lhe fizesse as vontades e, por isso, era problemática. Era vaidosa e lhe fazia coisas que preferia não comentar. Situação que não passaria ao lado de Amélia. 
Caso se tratasse de um casal real; o que teria levado Patrícia substituir a “mulher de verdade”?
Provavelmente a morte de Amélia. Seria improvável que o casal houvesse separado, porque ela não deixaria filhos e marido. E tampouco ele a abandonaria, já que ela era o estereótipo da mulher ideal. Também havia a conjuntura política. O casal teria vivido em plena era Vargas, durante o Estado Novo, de cunho fascista. O presidente Vargas fazia apologia ao “chefe de família” e a “mulher do lar”, valores também propagados pela igreja, fatores que desestimulava os casais a se divorciarem. 
Então, como Patrícia foi parar nos braços de um homem que não teria condições materiais de lhe satisfazer os desejos?
A priori, Patrícia poderia ser tão inconsequente que não levou em consideração a situação financeira do noivo antes de dizer “Sim”. Outra possibilidade seria o arranjo entre o pai e o viúvo, prática que durou até bem pouco tempo. Não que o acordo possa ter se efetivado a revelia ou sem a anuência de Patrícia, nessa época era comum que as mulheres no ímpeto de saírem do jugo dos pais se submetessem a qualquer casamento. E por último, o amor romântico, que hipoteticamente sobrevive a qualquer obstáculo.
No contexto atual a música foi alçada a condição de hino machista. Embora, Mario Lago defenda que não teria sido essa sua pretensão. Lago se dizia a favor dos ideais igualitários e que Amélia era uma apologia à mulher companheira em contraposição a “dondoca”, tipo de mulher que afirmava não suportar. 
Entretanto, Amélia permanece representando o estereótipo da mulher submissa e resignada. Amélia se resigna face aos ditames do marido e o apoia incondicionalmente. Antes de qualquer outro papel Amélia é a mãe e esposa fiel. É, Amélia não trai e não se importa com as “raparigagem” do marido. Doa o sangue pra ajudar nas finanças do casal. Ela faz todas as atividades domésticas (afinal, esse serviço não é pra homem) e cuida dos filhos e marido. E, diferentemente da Amélia de 1942, ela ainda trabalha fora. 
Amélia acata com resignação os insultos do esposo (e até as agressões físicas) e compreende que ele o fez porque estava irritado ou bêbado. Amélia não tem passado. Não, ela não teve outros parceiros, “não conheceu outro homem”. Amélia cede sempre que o marido sexualmente a solicita. Quando muito, justifica sua recusa a suposta dor de cabeça. Mas ela nunca diz simplesmente que não esta afim ou que não esta no clima. Amélia permanece a “santa” a “imaculada”, a “puta na cama” e “dama na sociedade”. E a Amélia continua sendo a mulher “ideal” e a “mulher de verdade”.
Já Patrícia é exigente, perdulária e vaidosa. Gosta de luxo. Não acha bonito não ter o que comer e o vestir, pelo contrário, é aspirante à categoria de pequeno-burguesa, gostaria de ter luxos e não poupa esforços pra obtê-los do marido, ou pelo menos tentar. Ela é incompreensiva, não entende que o marido não pode lhe fazer as vontades. Ela é mimada, egocêntrica e fútil, privilegia o “ter ao ser”. 
Patrícia incomoda pelo inconformismo com sua condição social e não por afrontar o status quo e ameaçar os ideais machistas. Sua ambição ameaça tão somente o “macho” que a possui, já que corre o risco de ser trocado por outro de estrato social superior.  Patrícia se coisificou, tornou-se a bonequinha de luxo e fetiche que está à venda a quem der mais. Ela vive em função de sua vaidade, e sua aparência é sua mais-valia. Apesar do inconformismo, lamentavelmente, Patrícia não se emancipou dos apelos machistas, que tornam a mulher produto de consumo. Assim como Amélia, Patrícia, tornou-se a mulher “ideal”, já que ambas não questionam, não se rebelam e não tentam derrubar a ditadura machista.

    Fonte:http://www.sul21.com.br/jornal/2011/07/mario-lago-%E2%80%9Cfiz-tudo-o-que-foi-possivel%E2%80%9D/.

              http://passeandopelocotidiano.blogspot.com.br/2011/08/historia-por-tras-da-musica-ai-que.html.

     Imagens: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQdOb1dEA1iC3ST0kFebWFr202rO1Pfd2qtjJtM7PuUvaBMNFMqgVvtFPb9UOa2iwTkBEB98N0mVm0qx42R5aln4hVv97c8HQ_iCL9ITxzlUoaJsNQCLJoozDsPg38rsNgaPRS1YNhKo4/s400/empregada-domestica2.jpg.

                  https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSWucG5_SbAKNkP8rxw7HRU7lEnqEc08zR4VSFFy_Q8-aG6NzXL
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Como se livrar de homem chiclete em 10 passos!



              O homem chiclete é aquele que gruda e não quer largar de jeito nenhum. O “chiclete” é uma pessoa que ama demais. Essa pessoa vai tentar regular a maneira como você e veste, onde com quem, e se, você pode sair. Não obstante, a “desobediência” aos ditames do possessivo pode resultar em agressões verbais, física, ou em muitos casos homicídio.


 
           E como reconhecer o homem possessivo? É muito fácil, ele é ciumento, machista e agressivo. Logo no começo da relação, primeiros encontros, o homem que ama demais se declara apaixonado; afirma que você é a mulher da vida dele; te cerca de todas as formas e em todos os lugares; liga a cada meia hora e reclama por não encontra-la em casa, trabalho ou por não atender as suas ligações; ele tem ciúme até das suas amigas.



          Se o seu paquerinha se enquadra nessa descrição então o sinal de perigo disparou. Você está prestes a entrar numa fria. Você é potencialmente a próxima vítima. E só lhe resta fugir dele.

         Mas se você já tentou de tudo e ele não desgruda de você (eu sei o quanto é difícil terminar um namoro com esse tipo de pessoa) a saída é fazer com que ele termine com você.

Livre-se dele em dez passos:

1.       Comece se tornando mais possessiva do que ele. Passe a ligá-lo a cada 15 minutos. Não dê tempo pra que ele te procure.

2.        Peça relatório sobre todas suas atividades diárias.

3.       Deixe-o inseguro e com medo de se contradizer, obrigue-o a repetir a mesma história varias vezes.

4.       Demonstre que esta com ciúme da mãe, da irmã e até dos cães dele.

5.        Ligue pra ele no meio da noite pra confirmar se ele está em casa. É importante pedir pra falar com alguém da família que possa confirmar se ele fala a verdade.

6.      Peça pra ele romper com todos os seus amigos. Faça birra, chore. Faça todo tipo de chantagem emocional.

7.       Nessa altura ele já deve estar pensando que você uma furada e provavelmente já estará decidido manter-se distante. Caso ele ainda continue “apaixonado” persista com a pressão executando a segunda etapa do plano.

8.       Insista em acompanha-lo a todos os lugares que ele vá, inclusive futebol, encontros só com os amigos homens, visitas de pacientes em hospital, enterro... Seja bastante insistente, faço-o se sentir sufocado.

9.       Se ele ainda permanecer firme, aplique-o o golpe final. Marque um encontro pra falar sobre um assunto sério. Faça com que a ocasião pareça bastante solene. Comunique-o está muito doente. Minta pra ele que tem hepatite. Em seguida, informe-o que ele precisa fazer exames pra saber se foi contaminado, pois é a doença é contagiosa.

10.    Entretanto, se ele ainda não lhe deu o pé na bunda só lhe resta passar uns tempos no Japão. Tipo uns 100 anos...



PS: A relação com um homem possessivo pode acabar em homicídio

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Gente que se diz feminista e sem preconceitos, mas...

Por Ana Eufrázio

1.    Acha que tem mulher pra “curtir” e mulher pra namorar ou casar.

2.    Diz que mulher que fala palavrão ou trai o parceiro é puta.

3.    Acredita que todo gay é promíscuo.

4.    Acha que pobre deve “conhecer o seu lugar”.

5.    Fala que mulher que teve muitos parceiros é rodada.

6.    Repete que mulher que “anda nua “  é vadia.

7.    Assusta-se ao ver médio, engenheiro, empresário negros.

8.    Gosta de transar com negrxs, afinal eles são bons de cama, más não casaria e não teria filhos com elxs.

9.    Acha que cabelo crespo é ruim.

10. Que em favela só tem bandido.

11. União homossexual não é normal (Marco Feliciano e ∞)

12. Chama negrx de morerinhx.

13. Separa os seus talheres e pratos dxs empregadxs.

14. ......


           Então me explica como é isso de ser feminista e não ser preconceituoso. 

Obs: Sugira, através dos comentários, frases pra completar a lista.