segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Feminização da Aids e a opressão machista



Por Ana Eufrázio

Lamentavelmente, desde o seu surgimento, a AIDS se constituiu numa epidemia global, numa realidade cruel, excludente e discriminatória, para a mulher. 

Em mulheres, a ocorrência da infecção pelo HIV foi detectada pela primeira vez em 1981, nos Estados Unidos. Logo no surgimento, a doença esteve associada aos grupos socialmente excluídos. No grupo feminino, acreditava-se que sua ocorrência estava restrita a mulheres parceiras de usuários de drogas injetáveis, de hemofílicos e de homens bissexuais, ou mulheres envolvidas na prática da prostituição. Por este motivo, somente no início da década de 90 surgiram as primeiras respostas coordenadas voltadas para o segmento.

Além de tardias, as primeiras medidas tomadas, no sentido de conscientizar as mulheres de sua vulnerabilidade social e individual, não foram eficazes em deter o crescimento da transmissão vertical, já que existem variáveis vinculadas à desigualdade gênero que não foram consideradas a principio.
Essas variáveis foram percebidas e elencadas pelos formuladores do Plano Integrado de EFRENTAMENTO da FEMINIZAÇÃO da Epidemia de Aids e outras DST.

• A inexistência ou a insuficiência de políticas públicas que efetivem os direitos humanos das mulheres, conforme estabelecido em diferentes instrumentos acordados internacionalmente como a Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial sobre a Mulher (Beijing, 1995) e o Plano de Ação da Conferência Mundial de População e Desenvolvimento (Cairo, 1994);
• A persistência de um olhar sobre a saúde das mulheres com um enfoque meramente reprodutivo, concentrando esforços na proteção à maternidade;
• A falta de acesso a serviços de saúde que promovam a efetivação dos direitos sexuais e reprodutivos de meninas e mulheres;
• A falta de acesso à educação por parte de vastos contingentes de
meninas e mulheres, notadamente a África e alguns países da América Latina e Caribe;
• A persistência de padrões culturais e religiosos que interferem negativamente na adoção de medidas preventivas, como o uso do preservativo tanto masculino quanto feminino;
• A menor empregabilidade feminina, a ocupação das posições mais precárias pelas mulheres e nos setores informais da economia;
• A violência doméstica e sexual Ministério da Saúde.

De acordo com Ana Neta, Assessora Técnica da Coordenadoria DST/Aids do Estado do Ceará, a feminização da Aids é reflexo do comportamento da população feminina, associado aos aspectos de vulnerabilidade biológica da mulher.

“A maioria das mulheres não exige o uso de preservativo por medo de que o   companheiro a abandone. Elas alegam que se cobrarem o uso de preservativo o parceiro vai procurar outra que aceite fazer sexo sem. Algumas delas chegam a tentar me convencer a concordar com essa ideia” Ana Neta.

O que se percebe na declaração de Ana é que a mulher ainda se encontra na situação de extrema dependência do parceiro, seja financeira ou psicológica. Ela vê a exigência do uso de preservativo como uma ameaça à sua relação, e em determinados casos a sua subsistência.

A desigualdade social entre gêneros ainda é um fator que tem impacto sobre o nível de escolaridade, empregabilidade e renda das mulheres. O que no final das contas, implica dizer, que também tem peso no comportamento sexual feminino. As carências decorrentes dessa desigualdade são alguns fatores que tornam as mulheres mais vulneráveis.

Estes fatores, que por muitas vezes se somam, ameaçam sobremaneira a autonomia feminina.  A vulnerabilidade social, ou a dependência financeira, torna a mulher, não só vitima do controle sexual do parceiro, como também de outros tipos de violência. Nessas condições se estabelece uma situação de submissão e dependência em relação ao homem, onde ele determina como deve ser conduzida a relação e a vida sexual da parceira. Esse controle pode incluir desde a restrição ao uso de preservativos e aos métodos contraceptivos, como também, a imposição da manutenção da gravidez indesejada.

Além disso, o preconceito quanto à sexualidade feminina e a violência contra a mulher, inclusive a sexual, corroboram para construção das altas taxas de incidência de AIDS em mulheres. Em caso de violência sexual, quando a mulher não é assistida ou quando ela não procura ajuda, corre o maior risco de se contaminar com HIV. A resistência que algumas mulheres têm em procurar ajuda em caso de violência esta relacionada com medo e sentimento de culpa.

Então, a feminização da AIDS tem uma estreita relação com o machismo, ou seja, com as desigualdades de gênero, reflexos da relação de poder do homem para com a mulher. Situação que pode se estabelecer mesmo entre casais onde a mulher ganha o mesmo ou mais que o marido, e onde as relações de dominação e opressão se estabelecem a partir da dependência psicológica, ou tem relação com a religião e até mesmo fatores culturais, resquícios da origem patriarcal da nossa sociedade.

 “E a família patriarcal era o mundo do homem por excelência. Crianças e mulheres não passavam de seres insignificantes e amedrontados, cuja maior aspiração eram as boas graças do patriarca. A situação de mando masculino era de tal natureza que os varões não reconheciam sequer a autoridade religiosa dos padres... Nesse universo masculino, os filhos mais velhos também desfrutavam imensos privilégios, especialmente em relação a seus irmãos. E os homens em geral dispunham de infinitas regalias, a começar pela dupla moral vigente, que lhes permitia aventuras com criadas e ex-escravas, desde que fosse guardada certa discrição, enquanto que às mulheres tudo era proibido, desde que não se destinasse à procriação. Por mais enaltecido que fosse o papel de mãe, um obscuro destino esperava as mulheres. Uma senhora de elite, envolta numa aura de castidade e resignação, devia procriar e obedecer. Com os filhos mantinha poucos contatos, uma vez que os confiava aos cuidados de amas-de-leite, preceptoras e governantas. Sobravam-lhe as amenidades, as parcas leituras e a supervisão dos trabalhos domésticos. Até mesmo as linhas de parentesco, tão caras à sociedade patriarcal, só se tomavam "efetivas" quando provinham do homem. Desse modo, a mulher perdia a consangüinidade de sua própria família de origem, para adotar a do esposo.” www.historianet.com.br.

Portanto, onde o comportamento machista, e estupidamente patriarcal, é prevalente a mulher se sente inibida ou pressionada a ceder á imposição do sexo desprotegido.  É fácil constatar essa tendência a partir das dezenas de frases sexistas:

“Camisinha é coisa de vagabunda, mulher direita não precisa disso” ou que “Fazer sexo com camisinha é mesmo que chupar bala com a embalagem” e até que “transar sem camisinha é uma demonstração de confiança”, “sexo com a patroa ter que ser sem camisinha mesmo”.

Acreditar que pensamentos como os expostos acima são verdadeiros, e ceder a eles, representa assumir um comportamento de risco. Esse tipo de atitude reforça a tendência no aumento da incidência de infecção de mulheres em relações estáveis. 

No entanto, por conta das vulnerabilidades citadas acima e em decorrência dos estereótipos culturais relacionados à doença, as mulheres continuam se submetendo aos riscos, se contaminando, adoecendo e morrendo. 

O Brasil enfrenta uma epidemia com uma média de 35 mil casos/ano (de 2000 a 2009). Estima-se que 630 mil pessoas vivam com o vírus no Brasil. Destas, pelo menos, 255 mil desconhecem estarem infectadas, pois nunca fizeram o teste de HIV.



FEMINIZAÇÃO DA AIDS NO MUNDO

Estima-se que em todo mundo 90% das pessoas vivendo com HIV não sabem que estão infectadas, e menos de 10% das mulheres grávidas fizeram teste de sorologia. 

Dados coletados pelo Ministério da Saúde revelam que ¾ (76%) de todas as mulheres HIV positivas vivem na África Sub-Saariana, local onde as mulheres representam 59% dos adultos vivendo com HIV, e cerca de 74% pessoas jovens, entre 15 e 24 anos, vivendo com HIV são do sexo feminino.

Em Bangladesh menos de 1 a cada 5 mulheres casadas haviam ouvido falar da AIDS. Já no Sudão, apenas 5% das mulheres sabiam que a utilização de preservativos poderia prevenir a infecção por HIV e mais de 2/3 das mulheres nunca tinham visto ou ouvido falar sobre preservativos.

Estudos realizados na África do Sul e Tanzânia mostraram que mulheres vítimas de violência eram até 3 vezes mais vulneráveis a infecção por HIV que mulheres não vítimas.

Na Ásia, o grupo de mulheres vivendo com a doença chega a 30% dos adultos com HIV. Os números são mais altos na Tailândia, 39%, e no Camboja, 46%, nesse país, aparentemente, o medo da violência doméstica pode ser uma das razões que levam ao baixo índice de testes para HIV em algumas clínicas de pré-natal por mulheres gestantes que têm utilizado serviços de aconselhamento.

No Caribe, 51% dos adultos vivendo com HIV são mulheres, enquanto nas Bahamas e em Trinidade e Tobago, as estatísticas são 59% e 56%, respectivamente. Na Ucrânia, onde a epidemia cresce mais rapidamente na Europa, as mulheres representam quase metade (46%) dos adultos vivendo com HIV.

Fonte: http://www.soropositivo.net/      
http://www.salves.com.br/virtua/aidsifechiv.htm
http://www.abiaids.org.br/_img/media/Apresenta%C3%A7%C3%A3oRenatoGirade-Projeto_AIDS-SUS_09-03-2012.pdf
http://www.sms.fortaleza.ce.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3&Itemid=150
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_integrado_enfrentamento_feminizacao_aids_dst.pdf

domingo, 3 de novembro de 2013

Aids no Ceará – Aumenta o número de ocorrência e morte em 2012.



 A Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), é uma doença infecciosa, transmissível, grave e que assumiu comportamento pandêmico, sendo considerada um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e no mundo.

Nas últimas duas décadas, a taxa de infecção por HIV/Aids aumentou assustadoramente. No entanto, os prognósticos dos afetados com a doença melhorou consideravelmente. Se no início da década de 80 a doença era letal, com a introdução da terapia antirretroviral (TARV) iniciada no país em 1996, constatou-se um aumento da sobrevida e a melhoria na qualidade de vida dos pacientes em tratamento.

Com o decorrer dos anos, o perfil das pessoas contaminadas com HIV também se modificou, no início da epidemia a quase totalidade dos casos notificados eram de homens, já no início da década de 90, a frequência de ocorrência entre mulheres cresceu consideravelmente, tornando a transmissão heterossexual a principal via de contaminação.

A transmissão do HIV/Aids pode acontecer através da relação sexual desprotegida (sem o uso de preservativo), por transfusão de sangue infectado ou ainda durante a gravidez, parto e amamentação, onde mulheres infectadas, que não estão em tratamento, transmitem para o bebê.


Uma das grandes dificuldades em prevenir a contaminação está relacionada ao fato de que muitas pessoas infectadas pelo vírus HIV não desenvolvem imediatamente a doença (Aids) ou apresentam sintomas por meses e até por vários anos. Nesse período elas prosseguem transmitindo o vírus aos seus parceiros.

“No Ceará, desde o primeiro caso conhecido em 1983, foram notificados 12.246 casos até dezembro de 2012*, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de Aids. Destes, 70,0% foram no sexo masculino e 30,0% em mulheres. No ano de 2012*, com dados ainda bem preliminares, foram confirmados 800 casos, sendo 430 (53,7%) residentes no município de Fortaleza. Destaca-se que o número de casos notificados pode não expressar a totalidade, ainda pela possibilidade de subnotificação, por problemas relacionados ao estigma trazido pela doença, além de possíveis problemas operacionais da vigilância e assistência.” Vigilância Epidemiológica do Estado.

No começo da epidemia (década de 80) a relação de contaminação entre homens e mulheres era de 12/1. Já em 2010 a proporção atingiu a marca de 2 mulheres para cada 5 homens.

No entanto, de acordo com Ana Neta, Assessora Técnica da Coordenadoria DST/Aids do Estado do Ceará, em 20 municípios do Estado o número de mulheres contaminadas é superior ao número de homens e, em 13 outros a quantidade de mulheres com Aids é igual ao numero homens. Dados que demonstram que está havendo a feminização da Aids.

Em 2011 a taxa de incidência de Aids no grupo feminino atingiu a proporção de 5,8 mulheres por 100 mil habitantes. Em 2004, essa taxa atingiu a sua maior marca 6,8.

Já o índice de mortalidade feminina em decorrência de Aids por cada 100 000 habitantes, que em 2008 foi de 2 mulheres, em 2011 sofreu uma leve queda, chegando a 1,7 mortes. Entretanto, em 2012, caso seja confirmado os dados já colhidos, o índice voltou ao patamar de 2008.
File:Woman sitting.jpg

 Ana também alertou que as estatísticas disponíveis atualmente dizem respeito somente aos casos de pessoas que já apresentam sintomas da doença e estão em tratamento, ou aos casos em que a contagem de células CD4, usadas como prognósticos na evolução da infecção pelo HIV, atingiram marca superior a 500 u. por mm3. Os dados não abrangem os índices de contaminação com o vírus, já que a notificação de casos de contágio não é compulsória.

Os dados também permitem verificar que o maior meio de contaminação sexual ocorre através de relações heterossexuais e que pessoas com mais idade se tornaram mais vulneráveis. Em 2012, foram notificados 795 casos, sendo que metade deles em pessoas heterossexuais, 127 em indivíduos com mais de 50 anos e apenas 103 casos foram encontrados no grupo que se identificou como homossexual.

Coforme informação repassada por Ana, não se admite mais falar em grupos de riscos, pois qualquer pessoa em idade reprodutiva, atuando em atividades que entrem em contato com ou fluidos corporais e usuários de drogas correm o risco de se contaminar com HIV.

“A prevenção e o controle da Aids deve ter um caráter permanente, com articulação de diversos setores da sociedade, onde o setor saúde deve atuar com ações de promoção da saúde, contemplando o diagnóstico e tratamento  precoce, mas especialmente estimulando a mudança do comportamento para proteção específica e superação do preconceito contra a doença e às pessoas portadoras e vivendo com Aids. No entanto, faz-se necessário uma parceria forte com outras instituições, particularmente com o setor educacional. Para isso, deve-se considerar que as ações vão desde a prevenção, a informação esclarecida sobre o risco de transmissão da doença e estimulando comportamentos saudáveis, até a assistência com equipes multidisciplinares (SIC). Além disso, deve-se objetivar o apoio aos pacientes com diagnóstico confirmado, oferecendo uma assistência integral e contribuindo para o aumento da sobrevida e da qualidade de vida.” Vigilância Epidemiológica do Estado.

Entretanto,

“Como a maioria dos casos de AIDS acontece através das relações sexuais, existem várias formas que vão desde a prática sexual sem que haja penetração, nem contato com esperma e secreções vaginais, ao uso dos preservativos (camisinha) como proteção. Para prevenir a contaminação sanguínea é importante que o sangue para transfusões e produtos derivados do sangue sejam testados antes de serem utilizados. Seringas e agulhas sejam descartáveis (ou esterilizados), assim como instrumentos cirúrgicos e cortantes/perfurantes e usuários de drogas injetáveis não compartilhem agulhas e seringas.” Soroposito.net. 

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, para prevenir a contaminação com HIV, como também com ás doenças sexualmente transmissíveis ( DST’s), o ideal é o uso de camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais, seja nas modalidades oral, anal e vaginal. O preservativo pode ser obtido gratuitamente em qualquer posto de saúde de Fortaleza.

Obs: *índice sujeito a revisão.

Fonte:  http://www.salves.com.br/virtua/aidsifechiv.htm
http://www.sms.fortaleza.ce.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3&Itemid=150

sábado, 2 de novembro de 2013

Homenagem às vítimas do machismo



Em homenagem ao dia de finados, uma rosa às vítimas do machismo, mortas desde o dia 1º de outubro até último dia 27. 

Nossas sinceras homenagens a todas vocês que tiveram seus cursos interrompidos em decorrência da condição de serem mulher. Queremos que saibam que estamos lutando para combater a impunidade, o sexismo e a cultura da violência contra a mulher. 

Nós não as esqueceremos, e nem às tantas outras que não estão nesse rol, mas que se tornaram vítimas brutais dessa cultura machista.
Que descansem em paz.

Léia, 27 anos, foi assassinada a tiros pelo marido. O homem cometeu suicídio. Linhares, ES

Eliene, 26 anos, foi assassinada a marteladas pelo marido. O homem cometeu suicídio. Planalto, BA

Caroline, 22 anos, foi degolada pelo marido. Ela já havia registrado boletim de ocorrência contra o homem. Carazinho, RS

Karla Kayane, 20 anos, foi assassinada com 10 tiros pelo parceiro. Cariacica, ES

Bruna, 15 anos, foi assassinada a facadas e o suspeito é o companheiro. A jovem estava grávida de 8 meses.Campos dos Goytacazes, RJ

Cláudia, 74 anos, foi encontrada morta e filho é o suspeito. Santos, SP

Joice, 31 anos, foi assassinada com 16 facadas pelo marido. O homem ainda matou o filho dela, de 14 anos. Palmital, SP

Rosilene, 36 anos, foi assassinada com 12 facadas pelo marido. Presidente Vargas, MA

Carmita, 44 anos, foi encontrada morta com indícios de estupro e de tortura. Itaquaquecetuba, SP

Elizângela, 32 anos, foi espancada até a morte pelo marido. São Leopoldo, RS

Tânia Mara, 40 anos, foi encontrada morta dentro da geladeira de casa com indícios de violência sexual. O companheiro dela é o suspeito.

Maria da Guia, 32 anos, foi assassinada pelo ex-namorado a tiros. Ela tinha medida protetiva contra ele. O rapaz cometeu suicídio em seguida. Floriano, PI

Naninha foi assassinada a pauladas dentro da casa do namorado, suspeito do crime. Recife, PE

Elaine, 37 anos, foi assassinada a tiros pelo marido, que cometeu suicídio em seguida. Praia Grande, SP

Tatiana, 36 anos, foi assassinada com tiros na cabeça pelo marido, que tentou suicídio em seguida. O casal estava em processo de separação. São Paulo, SP

Edilane, 14 anos, foi estuprada e assassinada a golpes de facão. Barra Corda, MA

Rosimeri, 27 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro. Soledade, RS

Priscila, 26 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça pelo ex-namorado, que cometeu suicídio em seguida. No mês anterior ela havia registrado um boletim de ocorrência por ameaça. Limeira, SP

Mulher de 47 anos foi assassinada a facadas pelo companheiro. Ceilândia, DF

Clair Adriana, 38 anos, foi assassinada a facadas e ex-companheiro é o suspeito. Rolante, RS

Eliene, 30 anos, foi assassinada a tiros pelo marido. O homem cometeu suicídio. Caeté, MG

Maria José, 42 anos, foi assassinada a golpes de facão pelo marido. Santaluz, BA

Mulher foi assassinada a golpes de martelo pelo marido. São Paulo, SP

Josilene (Jassiele) , 21 anos, foi assassinada a facadas dentro de casa e o namorado é o suspeito.Aroeiras, PB

Roseneia, 47 anos, foi encontrada morta junto com o filho. O marido dela, suspeito dos crimes, cometeu suicídio. Piracicaba, SP

Lediane foi assassinada por asfixia pelo marido. Curitibanos, SC

Silvana Mayara, 30 anos, foi assassinada com sete tiros no rosto e o ex-companheiro é o principal suspeito. Riacho dos Cavalos, PB

Elizete Maria, 56 anos, foi assassinada a facadas pelo marido. Santa Leopoldina, ES

Natalice, 14 anos, foi encontrada morta com indícios de violência sexual.  Boa Vista, RR

Beatriz, 19 anos, foi encontrada morta a facadas em casa e marido é o suspeito. Dourados, M

Nilza, 60 anos, foi assassinada a facadas e o ex-namorado é o principal suspeito. Paranaguá, PR

Vilma Terezinha, 40 anos, foi assassinada com uma facada no peito pelo marido. Campo Grande, MS

Rosilene, 34 anos, foi assassinada a golpes de arma branca. O principal suspeito é o namorado dela. Alagoinhas, BA

Maria Aparecida, 41 anos, foi assassinada com mais de 10 facadas e o ex-namorado é o suspeito do crime. Carmo do Paranaíba, MG

Maria de Fátima, 54 anos, foi assassinada a facadas pelo companheiro. Araçuaí, MG

Joana, 36 anos, foi assassinada a tiros pelo namorado. O rapaz cometeu suicídio em seguida. São Paulo, SP


Daiane, 14 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado. Ela havia registrado boletim de ocorrência 3 dias antes. Lavras, MG

Mulher foi assassinada a tiros e o principal suspeito é o marido dela. 
Ceilândia, DF

Francine, 38 anos, foi assassinada a facadas e a polícia acredita que ela tem um relacionamento com o criminoso. Sorocaba, SP

Maria José, 40 anos, foi assassinada a facadas pelo marido. O homem foi linchado até a morte em seguida. Fortaleza, CE

Keila Jane, 23 anos, foi assassinada a facadas e o suspeito é o marido. Mogi das Cruzes, SP

Jaqueline, 21 anos, foi assassinada a facadas e o principal suspeito é o namorado dela. Terra Boa, PR

Maria Selma, 54 anos, foi assassinada pelo marido com golpes provavelmente de marreta. O homem também matou o neto do casal, de 7 meses. São Paulo, SP

Jaqueline, 27 anos, foi assassinadas com pauladas na cabeça pelo marido. São Bernardo, SP

Márcia, 20 anos, foi encontrada morta com indícios de violência sexual. Ji-Paraná, RO

Ediléia, 31 anos, foi estuprada e assassinada a facadas. Simões Filho, BA

Rosana Sebastiana, 24 anos, foi assassinada a facadas pelo namorado. Poconé, MT

Wandressa foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro. Duque de Caxias, RJ

Lidiane, 18 anos, foi encontrada assassinada a golpes de faca e indícios de violência sexual. Itambé, PR

Andréa, 34 anos, foi assassinada pelo ex-marido a golpes de machadinha. O homem também matou o atual parceiro de Andréa. Estiva Gerbi, SP

Sirlei, 47 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro. Guarapuava, PR

Cecília, 58 anos, foi assassinada pelo ex-marido com sete facadas. O homem cometeu suicídio em seguida. Andradas, MG

Iolanda, 21 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado. São Paulo, SP

Nerlei Aparecida, 42 anos, foi assassinada com seis tiros à queima-roupa e o ex-namorado é o suspeito do crime. Chapecó, SC

Eliane, 36 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-marido. Ameaçada pelo homem, há cinco dias foi feito requerimento de medidas protetivas de urgência. Indaial, SC

Wanderléia foi assassinada a golpes de enxada pelo ex-namorado. Rio de Janeiro, RJ

Francielly, 19 anos, foi assassinada a facadas e o ex-namorado é o principal suspeito. Campo Belo, MG

Cristiane, 33 anos, foi assassinada a facadas e o marido é principal suspeito. Joaquim Távora, PR

Rosicléia, 17 anos, grávida, foi encontrada assassinada. A suspeita é que o crime tenha cometido pelo marido, que cometeu suicídio em seguida. São Paulo, SP

Mulher é assassinada pelo marido a facadas. São José dos Campos, SP

Mayara, 23 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado. O rapaz cometeu suicídio em seguida. Castro, PR

Érica, 34 anos, foi espancada até a morte e o marido é o suspeito. Carmo do Paranaíba, MG

Andréia, 39 anos, foi assassinada a facadas pelo marido. Fortaleza, CE

Marta, 60 anos, foi encontrada morta e carbonizada, com indícios de estupro e tortura. Juína, MT

Mulher é assassinada pelo namorado a tiros. O rapaz cometeu suicídio em seguida. São Paulo, SP

Tatiane, 30 anos, foi assassinada a facadas pelo marido. Feira de Santana, BA

Berenice, 66 anos, foi assassinada a golpes de marreta pelo marido. Belém, PA

Verônica, 21 anos, foi assassinada em casa e a suspeita é que o marido tenha cometido o crime. Iporã, PR

Cristina, 33 anos, foi assassinada a tiros junto com o parceiro pelo ex-marido. Rio das Ostras, RJ

Sueldia, 18 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado. Mauriti, CE
L., 12 anos, foi encontrada morta com indícios de estupro. Rio Real, BA

Daniele, 17 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro. Araçatuba, SP

Elquelaine, 26 anos, foi assassinada a facadas pelo padrasto. Três Pontas, MG

Marildes, 37 anos, foi assassinada a facadas pelo marido. O homem cometeu suicídio em seguida. Cruzeiro do Sul, AC

Edileusa, 43 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro.
Gravatá, PE

Lays, 21 anos, foi assassinada pelo ex-namorado com quatro tiros. Goiânia, GO

Andressa, 16 anos, foi assassinada a tiros dentro da escola por um homem que a assediava, ex-namorado da mãe. Ele cometeu suicídio em seguida. Na semana anterior, a menina e a mãe registraram boletim de ocorrência contra o homem. José da Penha, RN

Eliane, 33 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro. Brejo da 
Madre de Deus, PE

Valéria, 13 anos, foi estuprada e assassinada pelo namorado. Planalto, BA

Danúbia foi assassinada com 5 tiros pelo ex-namorado. Cana Verde, MG

Camila, 18 anos, foi assassinada com quatro tiros pelo namorado. Rio Pardo, RS

Mulher foi assassinada a tiros pelo marido, que cometeu suicídio em seguida. São Bento, MA

Geane, 29 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-genro. Rorainópolis, RR

Regina, 40 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido. O homem cometeu suicídio em seguida, Belo Horizonte, MG

Jovem de 19 anos é assassinada a facadas pelo ex ao chegar no trabalho. Ela tinha uma medida protetiva contra ele.Vitória, ES

Jackeline, 46 anos, foi assassinada em casa e o marido é o suspeito.Manaus, AM

Vanessa, 19 anos, foi encontrada morta e o namorado é suspeito. Sertãozinho, São Paulo

Jayne, 16 anos, foi assassinada pelo ex-namorado a facadas. O homem também matou o irmão, a mãe e o padrasto da jovem. Januária, MG

Ariane, 22 anos, assassinada a facadas e há indícios de violência sexual. Cariacica, RS

Marisa, 36 anos, foi assassinada a facadas e o marido é o suspeito. Rio de Janeiro, RJ

Viviane, 26 anos, foi assassinada a facadas pelo marido. Abrantes, BA
Ieda, 60 anos, foi assassinada a golpes de marreta pelo marido. Osasco, SP

Alessandra, 32 anos, foi encontrada morta e decapitada dentro de uma cisterna. O ex-companheiro é o suspeito do crime. Anápolis, GO

Daiane, 21 anos, foi assassinada pelo namorado com um bombom envenenado. A jovem estava grávida. Carira, SE

Aline, 18 anos, foi encontrada morta depois de 4 dias desaparecida. O namorado da mãe é o suspeito. Ainda há indícios de violência sexual. Mafra, SC

Bia (Gislane), 32 anos,  foi assassinada a facadas pelo marido.Teresina, PI
Cleide, 33 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido. Ela já havia feito diversos boletins de ocorrência contra ele. Erechim, RS

Izaira, 44 anos, foi assassinada a tiros e namorado é o suspeito.Curitiba, PR
...