quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Forçar beijo não é proibido, é crime.





Há dois dias o repórter Henrique Mendes, do G1 Bahia, escreveu uma matéria extremamente tendenciosa informando sobre a decisão judicial que condenou um homem à pena de sete anos de prisão por “beijo forçado” durante o carnaval. 

De acordo com o artigo publicado no G1, o Crime teria ocorrido em Salvador, durante o carnaval de 2008.  O acusado, um homem que hoje está com 33 anos, foi preso em flagrante. Ele cumpriu um ano e um mês da pena em regime fechado, até que em 09 de março de 2009 foi beneficiado com o direito de responder o processo em liberdade. 
 
Ano passado, no dia 15 de setembro, ele foi condenado a sete anos de reclusão. A sentença foi proferida pela juíza Silvia Lúcia Bonifácio Andrade Carvalho, da 6ª Vara Criminal da Bahia. Atualmente o processo está em grau de recurso no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), após a Defensoria Pública do Estado ter entrado com apelação para impedir que denunciado cumpra a pena integralmente.

A notícia teve grande repercussão nas redes sociais. Naturalmente, a maioria dos homens se disseram revoltados com o rigor da sentença. Enquanto que entre as mulheres a sensação era de alívio por finalmente perceber alguma medida no sentido de romper com a cultura do estupro. Particularmente, fiquei bastante feliz com o entendimento da justiça sobre o assunto. 
 
Entretanto, hoje fui alertada sobre a enquete a cerca do tema que está sendo realizada pelo mesmo site. Eis que o jornal resolve inquirir seus leitores sobre “a proibição” do “beijo forçado”. Veja o resultado da enquete aqui.

Acho que o redator do jornal ainda não compreendeu que qualquer ato libidinoso, praticado por homem ou mulher, que provoque constrangimento em qualquer pessoa, de acordo com interpretação extensiva da Lei nº 12.015, de 7 de agosto de 2009 enquadra-se no tipo penal do artigo 213 do Código Penal que consiste em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. Culminando com pena de reclusão que varia de 6 até 30 (caso a agressão resulte em morte da vítima). 
 

Suponho que a iniciativa de fazer a enquete tenha partido de um raciocínio baseado no senso comum que exalta a cultura do estupro, e objetifica o corpo feminino.
O que vemos aqui é a mídia machista esperneando contra o tolhimento do que o patriarcado vê como seu direito legitimo, que seja, o livre acesso aos corpos das mulheres. A campanha que vem ocorrendo contra essa sentença, bem como a ridicularização tanto da denúncia como da sentença em si, visa declaradamente deslegitimar toda e qualquer demanda das mulheres acerca da posse de seus corpos. (Andreia Barbieri)

Não há o que se questionar quanto à proibição do “beijo forçado”. A expressão por si só já responde a sentença. Realizar algo contra alguém com o uso da força é óbvio que é proibido. E quanto ao beijo, não só é proibido como configura como crime. Inquirir os leitores sobre esse tema é, obviamente, uma tentativa de naturalizar a violência contra a mulher, a alienação do corpo feminino e a cultura do estupro.  

PS: Enquanto esse artigo era concluído o site encerrou a enquete e divulgou o resultado. "Beijo forçado no carnaval deve ser proibido?". Aparentemente, venceu a premissa de que beijo forçado deve "sim" ser proibido. Felizmente venceu o bom senso.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Jovens propagam propositalmente o vírus da Aids



Ontem o Terra divulgou a informação de que tem grupos de pessoas que se organizam para trocar informações sobre formas de retransmitir o vírus da Aids.
“Homens adeptos do bareback - sexo gay sem camisinha - trocam dicas na internet para contaminarem jovens e adolescentes com a Aids. Eles não costumam revelar seus nomes verdadeiros. As trocas de experiências são feitas em sites cujos colaboradores não são identificados. Outras conversas acontecem em grupos fechados, de redes sociais e aplicativos. É assim, secretamente, que homens de diversas partes do Brasil têm se unido para difundir o bareback, modalidade de sexo sem camisinha cujos adeptos, homossexuais soropositivos ou não, “brincam de roleta-russa” com a possibilidade de contraírem e transmitirem o HIV. E o problema vai além: alguns estão usando táticas para enganar jovens mais ingênuos e também deixá-los vulneráveis à doença. A prática foi denunciada por um estudante de medicina, no mês passado, em um grupo de discussão sobre questões LGBT no Facebook. O jovem de 24 anos, morador do interior de São Paulo, contou que recebeu o alerta de outros médicos e resolveu compartilhar com o máximo de pessoas possível.[...] De acordo com o universitário, alguns barebackers, como são chamados, utilizam a web para conhecer jovens gays, marcam encontros e usam diferentes técnicas para conseguirem transar sem proteção. Inicialmente, tentam convencer o parceiro de que a camisinha atrapalharia o prazer da relação. Quando a persuasão não funciona, furam os preservativos e fazem com que estourem no momento da penetração. Terra.
O compartilhamento dessa informação nas redes sociais está promovendo um alvoroço. Afinal, muitas das vítimas podem também se tornarem transmissores, mesmo sem saber, inclusive contaminando garotas. Eu pessoalmente tive acesso ao blog e imagens e cenas disponíveis, posso garantir que são bastante fortes, a linguagem usada também. Apesar da exclusão do blog a notícia tem provocado certa sensação de vulnerabilidade entre as pessoas. Dentre as dúvidas mais frequentes estão:  há como se proteger desse tipo de agressão? Quais são as pessoas que correm riscos de serem contaminadas?....
Para ajudar a sanar estas e outras dúvidas eu conversei com o farmacêutico, Caue Egea, que trabalha voluntariamente em Centros de Testagem e Aconselhamento em São Paulo! Ele enumerou as informações mais importantes que você precisa saber sobre HIV/Aids. 

1)           CONCEITOS: HIV: é o nome do vírus que desencadeia imunodeficiência. Soropositivo(+): quem possui o vírus em sua corrente sanguínea. Soronegativ(-)o: quem não possui. Relação Sorodiscordantes: quando um dos parceirxs é soro+ e o outro é soro-. Carga Viral: quanto de vírus a pessoa tem no sangue, EM TEORIA quanto maior a carga viral maior a probabilidade de infectar. Mas existem mil outros fatores a serem considerados, estado imunológico dos envolvidos... Carga Indetectável: é quando a pessoa tem a carga muito baixa! A chance dela transmitir é pequena, mas o risco existe! Então nada de brincar de roleta russa! 
2) FORMAS DE CONTAMINAÇÃO NÃO SEXUAIS: seringas e agulhas contaminadas, objetos perfurocortante, contato com sangue e secreções de pessoas portadoras do vírus HIV.  Formas sexuais: a) SEXO ORAL, principalmente quando envolve o pênis (o risco contaminação é muito menor se a boca e o pênis estiverem saudáveis –não houver nenhum ferimento ou rachadura – e se não houver ejaculação). b) SEXO ORAL, SEXO VAGINAL, SEXO ANAL DESPROTEGIDOS. Diferentes situações alteram as probabilidades. Lembrando que minimizar ao máximo as probabilidades se ocorre com o uso de preservativos para todo o tipo de sexo: oral, vaginal, anal....

Obs.: a saúde bucal, saúde da mucosa peniana, secreções, ejaculação na boca podem influenciar nas probabilidades. Apesar da transmissão por sexo oral ser muito pequena, é recomendado o uso de preservativo para sexo oral também!
Sexo vaginal
: vai influenciar nas probabilidades o tempo da penetração e a qualidade da penetração, lubrificação e ejaculação masculina no interior da vagina. Sexo Anal: é estatisticamente a forma que tem maior probabilidade de transmissão. Por causa do rompimento de vasos sanguíneos, pelo atrito das mucosas há o aumento da probabilidade de transmissão e infecção. Por outro lado, a lubrificação, tempo de penetração pode influenciar. Ejacular fora do corpo pode reduzir os riscos. Todo cuidado é pouco quando falamos das probabilidades de se contrair um vírus que pode mudar todo a sua rotina é um percurso de vida.

3)          Esqueci de usar o Preservativo/ Não usei não sei porque/ estupro/ a camisinha arrebentou.
Se você ou alguém que você conhece se encaixa em alguma dessas situações, procure o serviço de emergência, infectologista o quanto antes. 

EXISTE UMA FORMA DE PREVENIR A INFECÇÃO DO VÍRUS HIV: a PROFILAXIA PÓS- EXPOSIÇÃO (PEP)

Este procedimento é realizado através da administração dos medicamentos que compõe a PEP. É um direito de todos e a necessidade, custos/benefícios da PEP será avaliado pelo médico em um CENTRO que pode ser encontrado no site indicado no final do post! 

3.1. O QUE É O PEP? QUANDO POSSO TOMAR O PEP? O PEP é uma combinação de antiretrovirais (atualmente TENOFOVIR E LAMIVUDINA). Pode ser tomado, pela pessoa exposta, dentro de um período de 2 até 72 horas após a exposição ao vírus. Quanto antes começar melhor! Maiores chances de sucesso! O PEP tem altos índices de sucesso no tratamento. Porém, na área da saúde, nenhum procedimento tem 100% de eficácia..... Caso você desconfie que pode ter sido contaminada/o (por exemplo você transou e a pessoa te contou que ela é soro+ ou você já sabia, se preveniu e a camisinha rasgou) pergunte pra pessoa quais são os medicamentos que ela toma e se a carga viral dela está alta ou baixa. E fale para a/o medica/o. Em teoria (nem sempre isso acontece) o médico vai te recomendar um esquema terapêutico igual ao do soro positivo! O esquema terapêutico é em geral ministrado durante 28 dias. 

NÃO ESCONDA NADA! Tente falar a verdade para a/o profissional! Ela/ele não deve questionar o porquê da sua pratica sexual, e sim avaliar seu caso. É levado em conta alguns detalhes como se houve ejaculação interna, seu papel no sexo. Essas coisas.

3.2. JÁ TOMEI O PEP ANTES! ELE PODE TER SEUS EFEITOS DIMINUÍDOS NUMA SEGUNDA, TERCEIRA OU QUARTA VEZ?

Existem alguns estudos que dizem que isso não acontece! E existem controversas. Mas enfim... Ele muito que provavelmente não diminui efeito por causa da repetição. Mas não é recomendado a administração do PEP como um medicamento contínuo. O governo e profissionais que nele trabalham apostam em educação e conscientização, e desencoraja o uso proposital do PEP continuamente!

3.3. TENHO MEDO DOS EFEITOS COLATERAIS, POR ISSO NÃO PROCURO O PEP.
Não deixe que isso te assuste! Os efeitos colaterais variam de pessoa pra pessoa. Mas no geral, todos conseguem lidar bem com isso. Claro que sempre haverá algum efeito, mas o tratamento só dura 01 mês! Após esse período os efeitos diminuem gradativamente! Não deixe que isso te afaste da buscar por ajuda! Por experiência de acompanhamentos de diversas pessoas posso afirmar que a internet pode assustar muito com relação à realidade.

4. RELAÇÕES SORODISCORDANTES: então você soronegativo (-) está se relacionando com alguém soropositiv0(+), ou você é soropositivo(+) e seu/sua parceira/o não, você esta numa relação sorodiscordante. No Brasil temos um medicamento de uso contínuo que se chama TRUVADA. A recente chegada dele aqui proporciona que se tome o medicamento como se fosse um PrEP que é tomado para o resto da vida (ou enquanto durar a relação). 

5. TRUVADA - PrEP (Profilaxia Pre-Exposição): Truvada é um medicamento que reduz até 99% os riscos de infecção pelo vírus HIV e pode ser usado em substituição da camisinha. O medicamento, ou o método de prevenção, já é usado nos EUA e recomendado pela Organização Mundial de Saúde, aqui no Brasil ele está em fase testes. Com apenas um comprimido por dia, todos os dias, já se sabe que o medicamento reduz significativamente (em até 99%) as chances de contaminação pelo HIV. A preocupação da distribuição discriminada pelo GOVERNO é que isso incentive a pratica de sexo sem preservativo, levando a um aumento ainda maior da HEPATITE. O que já tem acontecido no Brasil e em outros lugares onde o TRUVADA já está liberado para quem quiser usar. Então o Governo está tentando controlar a liberação! Para maiores informações procure o CTA mais próximo, ou o CTA de referência. Em São Paulo o da Santa Cruz ou Emilio Ribas podem te informar melhor (pessoalmente, se você for sensível vá ao SANTA CRUZ!!!)

6. SOROCONCORDANTES. È recomendável que as/os parceiras/os soro+ façam os testes de forma periódica. Mesmo se a relação for monogâmica e sem traição e vocês decidirem ficar sem o preservativo! É super válido o teste de controle! Para a/o parceira/o soro+ o uso do preservativo deve ser primordial. Porque a troca de vírus pode levar a contaminação por um vírus modificado que pode causar em você efeitos que não causa na/o parceira/o.
Para finalizar gostaria de PROMOVER o "Fique Sabendo!". É fundamental que façamos exames periódicos de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Muitas das DST’s são silenciosas e podem causar transtornos sérios pra sua vida e das/os parceiras/ros. 

SUS/FAÇAM O TESTE: esqueçam tudo que vocês pensam sobre o SUS e os processos demorados, filas de espera, os testes de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis são oferecidos de forma gratuita em CTA’s (que você pode pegar o endereço logo abaixo) e são feitos de forma relativamente rápida. Não precisa marcar, basta ir ao CTA mais próximo e se identificar e fazer o teste. Ficar sabendo da situação atual é a melhor forma para prevenir-se, cuidar-se e cuidar do próximo.
Existe uma janela imunológica para que seu exame acuse a presença do Vírus HIV. A janela atual considerada é de 1 mês. Então demora um mês pro seu corpo responder ao vírus, formar anticorpos antiHIV e poder ser detectado no exame. Mas, é muito importante saber que ter o HIV não é a mesma coisa que ter a Aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus.
Em caso de resultado positivo, o tratamento, medicamentos para HIV, é fornecido pelo SUS! Não pode ser vendido! Nem mesmo com receituário! Por isso sempre encorajo a busca pelo SUS!
Procure no site o local mais próximo e promova a saúde, quebre seus preconceitos e se informe. Mais informações você pode encontrar no site: http://www.aids.gov.br/ acho o site muito bom, pessoalmente!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Estupradores em potencial




Essa semana me deparei com estudo sobre comportamento realizado em duas universidades da Dakota do Norte. A pesquisa revelou que um terço dos alunos, entre 86 entrevistados, afirma que estupraria uma mulher “caso ninguém nunca soubesse e se não houvesse nenhuma consequência” por seus atos.
Os alunos responderam a uma série de questões onde revelavam como se comportariam sexualmente diante de uma mulher. Em situações “livres de consequências”, um terço (31,7%) de 86 universitários norte-americanos (todos heterossexuais e, em sua maioria, brancos) afirmaram que forçariam uma mulher a fazer algo sexual contra sua vontade, ou seja, afirmaram que estuprariam, “caso ninguém nunca soubesse e se não houvesse nenhuma consequência” por seus atos. A maioria deles não reconhecia essa ação como estupro. 
“Na pesquisa conduzida por duas universidades no estado de Dakota do Norte, liderada pela professora Sarah Edwards e publicada no jornal científico Violence and Gender (Violência e Gênero), 13,6% dos entrevistados confirmaram explicitamente que estuprariam uma mulher (também em uma situação ‘livre de consequências’). Segundo os autores do estudo, os dados que revelam a diferença proporcional entre os homens que endossam o uso da coerção, mas rejeitam o rótulo de ‘estupro’, podem ser utilizados para programas educacionais sobre sexo, comportamento e consentimento sexual e, assim, acabar com a ideia de um ‘estereótipo de estuprador’. Lendo uma série de frases como ‘Eu me irrito fácil com mulheres’, ou ‘Eu sinto que muitas mulheres flertam com homens apenas para provocá-los e machucá-los’, os autores da pesquisa conseguiam determinar tais categorias, com método para identificar os níveis de ‘hipermasculinidade’ dos participantes – como se eles considerassem o perigo ‘excitante’ ou o uso de violência como ‘máscula’ – e assim determinar se “atitudes sexuais insensíveis contribuiriam para eles cometerem uma agressão sexual’.” Revista Fórum 

Mulher castigadaEnquanto isso, na Indonésia uma viúva foi estuprada por oito homens. A barbaridade foi justificada como sendo punição por ter tido um caso com um homem casado. Além da violência sexual, ela deverá ser condenada a sofrer algum castigo em público.
Homem chicoteado“Os estupradores pegaram a mulher quando invadiram uma casa na província ao norte de Banda Aceh, e acusaram-na de ter “relações íntimas impróprias” com o homem de 40 anos de idade. O rapaz de 25 anos de idade foi amarrado e espancado, enquanto a mulher foi estuprada repetidamente. Em seguida, os dois foram encharcados com água de esgoto. Depois a mulher foi levada para uma delegacia pelos estupradores, que relataram a quebra das leis rigorosas de Sharia contra a relação íntima fora do casamento. Três dos estupradores foram imediatamente detidos acusados de estupro, e seus outros cinco companheiros fugiram. Mesmo assim a mulher levou uma surra dos policiais por quebrar as leis religiosas.” GadooR7. 
É surreal que a violência sexual contra as mulheres pareça aos homens tão legítima. A pesquisa realizada nos EUA demonstra claramente o que é cultura do estupro e porque nós afirmamos reiteradamente que todo homem é um estuprador em potencial. Vejam o que ocorre na Indonésia, e em outros países, onde o estupro é um mecanismo usado como apenação de mulheres. Vale ressaltar que é uma forma de pena que beneficia pessoalmente o apenador e que sua execução se deve eminentemente a um sentimento de desprezo pelas mulheres. Sem falar que revela uma forte afinidade com o prazer em torturar e uma total ausência de empatia.  
Sentimentos bastante comuns entre os marmanjos brasileiros que acham que as redes sociais são terreno de ninguém e onde se sentem completamente a vontade para revela-los sem pudores e sem medo de censura ou punição. E há quem ache que revelar que estupraria uma mulher é demonstração de virilidade.  Vejam a estúpida postagem de um machinho que acha engraçado fazer brincadeiras/piadas com estupro.

Acho que essas criaturas não foram educadas para viver em sociedade, não saíram da época das cavernas e não foram civilizados. São homens que devem ser afastados do convívio social pois não conhecem e não respeitam regras de civilidade e as leis. 
E se você apoia esse tipo de comentário e acha que é brincadeira você também faz parte do problema porque legitima a cultura do estupro. Não esqueça que estupro é crime e um crime gravíssimo e que ameaçar de estupro ou fazer apologia (estimular, exaltar, festejar...) também é crime. 
Estupro não é meio de punição, não é piada, não é brincadeira e não é uma demonstração de virilidade. Quem obtém sexo através de violência ou de coação é estuprador e deve ser mantido longe do convívio com a sociedade. Portanto, não alimente a cultura do estupro pois qualquer mulher pode ser vítima desse crime bárbaro, inclusive você, sua mãe, sua namorada, companheira, irmã, tia...