terça-feira, 25 de julho de 2017



Eu voltei. Agora pra ficar!

Sim, depois de longo período de silêncio estou de volta. Volto a escrever e me expressar porque finalmente compreendi que viver é de fato “dar a cara a tapa”. Eu emudeci por medo das críticas que haviam tomado um tom extremamente pessoal e se tornado severamente pesadas. Infelizmente me acovardei. Contudo, não me culpo. Esse período de silêncio me permitiram ter mais tempo para outros projetos, inclusive me preparar para o ingresso ao mestrado, que venho cursando desde o início do ano. Bem, este é outro assunto. Vamos focar nos motivos da minha ausência e, logo mais, do meu regresso.

Então... enquanto mulher, enfrento uma série de dificuldades no meu dia a dia, que vão desde o constante medo das várias violências masculinas bem como a necessidade de provar que sou tão boa ou melhor que qualquer homem no desempenho de minhas atividades diárias e no campo profissional. Um exemplo tolo mas, que muita mulher se identifica, é provar que posso dirigir tão bem ou melhor que um homem. Enfim, nós sabemos do que eu falo. Por outro lado, enquanto feminista, enfrento uma batalha ainda mais difícil, que é a luta por tornar essa sociedade mais justa conosco. E nessa militância enfrento uma série de embates com outras colegas de militância por conta de divergências teóricas e até mesmo batalhas internas na desconstrução de comportamentos e pensamentos moldados na cultura machista.

Os ataques dos machistas inconformados com os meus textos, minhas denúncias, eu até tirava de letra, o que mais me incomodava era a forma como algumas colegas de militância faziam críticas aos meus escritos ou de outras feministas. Isso realmente me entristecia, me afetava e me levou, aos poucos, a me conter e escolher melhor os temas, as palavras ou tom com que escrevia. E o que antes era um prazer pra mim tornou-se uma tarefa espinhosa, realmente dolorosa. Eu comecei a ter medo de escrever algo que pudesse provocar a iria de algum grupo e algum tipo de represália. Então, achei melhor não escrever mais.

Reconheço que não tive maturidade suficiente para lidar com os ataques machistas e de colegas de movimento que divergiam de mim. Felizmente, esse período de silêncio me fez perceber que mesmo calada eu não estava imune às críticas, aos conflitos e aos ataques. E para ser sincera, como foi bom perceber isso. 

O último ano me permitiu perceber que as críticas virão sempre. Mesmo que seja para ressaltar o quanto podemos ser “certinhas”, “perfeccionista”, “falar bonito”. Portanto, escrevendo bem ou mal, as críticas e os ataques sempre virão... Algumas vezes eu escrevi algo que me fez pensar “Que puta texto”, “Meu melhor artigo”, contudo, vinha alguém e dizia “que texto bosta” e eu me ressentia muito. Em outro momento eu escrevia algo que ao reler me fazia corar de vergonha por achar uma merda e alguém me dizia que gostaria muito de ter escrito algo parecido e um pouco da vergonha se esvaia. 

Portanto, pra o bem ou para o mal, faço uso da minha liberdade de escrever textos que vão me parecer geniais ou uma merda para continuar alimentando este blog. Fico feliz por perceber que tenho o direito de ser medíocre quase sempre e que jamais serei uma unanimidade. Logo, Vamos se abancando que de vez em quando teremos muito sobre o que falar. Não me comprometo estar sempre por aqui, já que o mestrado me absorve até a alma. No entanto, logo mais falaremos sobre “Quem tem compromisso é ele”.
Beijos, até já!

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