
“No século II a.C., os romanos
começaram a utilizar estes envoltórios produzidos a partir de intestinos de
cordeiro e bexigas de cabra para se protegerem de doenças sexualmente
transmissíveis. Os romanos acreditavam que tais doenças eram castigos lançados
por Vênus, a deusa do amor, que posteriormente teve seu nome dado a essas
doenças e hoje conhecemos por ‘doenças venéreas’.” Brasil Escola.
Além
de proteger os parceiros contra as DST’s de quebra o casal evitava a gravidez.
Já o anticoncepcional está disponível desde a década de 1960.


Depois
de muita luta pelo direito sobre o próprio corpo, de escolher sobre maternar ou
não, o momento certo da gravidez, assistimos incrédulos a TV exibir nós
mulheres como perfeitas idiotas com relação ao nosso próprio corpo e
sexualidade. Não dá pra engolir essa ideia que se propaga de que não sabemos
cuidar da nossa sexualidade. Depois da Aids é quase inaceitável que o casal
tenha relações sexuais desprotegidas. Não há como negar que o cuidado com a saúde
envolve sim o uso de preservativo em todas as relações sexuais e é uma
obrigação do casal ter esse cuidado.

Entretanto,
o Brasil enfrenta uma epidemia de Aids com uma média de 35 mil casos/ano (de
2000 a 2009). Estima-se que 630 mil pessoas vivam com o vírus no país. Destas,
pelo menos, 255 mil desconhecem estarem infectadas, pois nunca fizeram o teste
de HIV. E infelizmente, tem ocorrido a feminização da doença. No começo da epidemia (década de 80) a relação de contaminação entre homens e mulheres
era de 12/1. Já em 2010 a proporção atingiu a marca de 2 mulheres para cada 5
homens. No entanto, de acordo com Ana Neta, Assessora Técnica da Coordenadoria
DST/Aids do Estado do Ceará, em 20 municípios do Estado o número de mulheres
contaminadas é superior ao número de homens e, em 13 outros a quantidade de
mulheres com Aids é igual ao numero homens.
Ignora-se
completamente essas estatísticas e veicula-se a ideia de que não há risco no
sexo desprotegido. Além do quê, é deixado de lado à necessidade de se planejar
a gravidez, de fazer todos os exames pre-concepcionais e de tomar algumas
medidas fundamentais para preservar a saúde da mãe e do bebê. A gravidez não
pode ser para a mulher um acidente, tem de ser uma escolha, uma opção. Transmitir
a ideia de que ela ocorre tão naturalmente que a mulher sequer se dá conta é
negar a nossa capacidade de decidir sobre o nosso próprio corpo.
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