quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Mulheres Trans, mulheres de verdade.


Quando nos referimos a mulheres trans do que mesmo estamos falando?
Estamos falando de uma mulher como qualquer uma outra, Scelma por exemplo, é uma linda sindicalista que se dedica a luta por melhores condições trabalho para si e suas companheira da Confecção feminina. Scelma além de sindicalista e pilotista é integrante do Movimento Mulheres em Luta (MML-Ce), uma organização que feminista que luta pela igualdade de gênero.
Scelma se descobriu mulher ainda na infância, no entanto, só revelou à família aos 17 anos de idade, ocasião em que foi expulsa de casa e obrigada e sair do interior do estado e vir pra Fortaleza pra fugir da opressão dos pais. Desde então, ela se encontra longe da família. Seu ponto de apoio são as companheiras de luta que a ajudam a fortalecer sua autoestima e superar os obstáculos cotidianos.  Scelma sonha se tornar veterinária e ter a identidade social reconhecida.







Karol oliveira é uma linda mulher de 20 anos e cabeleireira há um ano, mora com os pais. Sua situação é um exemplo raro no meio trans, mas que tem aumentado bastante, continuar com morando com os pais e receber deles apoio após assumir sua identidade trans. Karol, desde criança sentia que havia algo diferente com ela, se sentia mais atraída pelo universo feminino, entretanto como a infância é um momento de descoberta ela não sabia explicar exatamente o que lhe ocorria. A constatação de que era mulher ocorreu ainda aos 14 anos. Essa descoberta implicou medo, angústia e receio. Karol temia as críticas, os olhares desconfiados. Apesar do medo preferiu revelar à família sua identidade. Naturalmente, os seus pais sofreram um baque, entretanto, a aceitaram e a acolheram.





Atualmente Karol é assistida pelo Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB), uma Organização Não-Governamental (ONG) sem fins lucrativos ou vinculação partidária, reconhecida como de Utilidade Pública Municipal. Fundado em 1989, é uma das organizações LGBT em funcionamento mais antigas do Brasil. Através dos projetos dos quais participa ela fortalece sua identidade e tem a serviços sociais.

O caso Karol é um exemplo de como a família pode atuar de maneira a contribuir na construção da identidade da pessoa trans e reduzir o estigma que comumente esta associado as questões de gênero.

 

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