No
dia da Consciência negra, minha singela homenagem à algumas das
mulheres que marcaram a história e a todas as outras que fazem a
diferença na vida daqueles que estão ao seu redor.
"Belíssima expressão da
força e beleza da mulher negra. Linguagem poética poderosa e pungente que
revela a força revolucionária da mulher negra que tem que cotidianamente
enfrentar as massacrantes (e ainda hegemônicas) opressões machista e racista,
ambos alicerces fundamentais deste modelo de sociedade capitalista. Para mim,
um libelo a favor da absoluta liberdade humana (o oposto do liberté mercantil
liberal-burguês)". Cláudio Nascimento.
Maria Firmina dos Reis foi considerada a primeira
romancista brasileira. Era mulata e bastarda, nasceu em São Luís em 1825,
Maranhão.
Princesa Anastácia. Por ter-se recusado a ser amante do senhor, e
para que nao o mais pregasse contra a escravidão, tamparam-lhe a boca
com uma mordaça de folha-de-flandres e lhe puseram uma gargantilha de
ferro,a partir daí ela passou a comunicar-se através dos olhos.
Adelina,
a charuteira, foi uma escrava nascida em São Luís do Maranhão em meados do
século 19. Filha bastarda de seu proprietário, vendia nas ruas os
charutos que ele fabricava. Era o que se chamava de "escrava de
ganho".
Ex-catadora de papel, Carolina foi descoberta ao
escrever uma matéria sobre a expansão da favela do Canindé. Com pouca
escolaridade, favelada, mulher, negra e pobre, Carolina fez das obras um
meio de denúncia sócio-política. Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) é intelectual ativista negra contemporânea. Dandara foi uma grande guerreira na luta pela liberdade do povo negro.
Ainda no século XVII, participou das lutas palmarinas, conquistando um
espaço de liderança. De forma intransigente, entendia que a liberdade
era inegociável. enfrentando todas as batalhas que sucederam em
Palmares. Era a companheira de Zumbi dos Palmares. Opôs-se, juntamente
com ele, a proposta da Coroa Portuguesa em condicionar e limitar
reivindicações dos palmarinos em troca de liberdade controlada.
Luíza Mahin, foi uma protagonista importante na Revolta dos Malês.
Conforme alguns estudiosos, se essa revolta vingasse, Luísa seria a
rainha da Bahia. Construindo um reinado em terras brasileiras, já que
fora princesa na África, na tribo Mahi, integrante da nação nagô. Foi
alforriada em 1812.
RUTH DE SOUZA Na década de 40, foi co-fundadora do Teatro Experimental do
Negro (TEN) - uma nova forma de dramaturgia que ajudou na valorização e
no descobrimento de muitos artistas negros
Aqualtune era uma princesa do Reino do Congo, foi trazida escravizada
para o Brasil, logo que foi derrotada em guerra no interior do reinado.
Quando desembarcada no Brasil em Recife, foi vendida e levada para o sul
de Pernambuco. Não demorou a integrar os movimentos de fugas que
explodiam no regime escravista, tornando-se uma liderança importante
para os quilombos de Palmares.
Benedita da Silva. Carioca, de 62 anos, ativista do movimento negro e feminista entrou para
a história da política nacional como a primeira senadora negra do
Brasil. É dela o projeto de lei da licença maternidade de 120 dias. Um
símbolo da ascensão dos negros e mulheres na política brasileira.
Tereza de Benguela foi uma liderança quilombola que viveu no século
XVIII. Mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou
Quariterê, nos arredores de Vila Bela da Santíssima Trindade, Mato
Grosso. Valente e guerreira ela comandou o Quilombo do Quariterê, este cresceu
tanto sob seu comando que chegou a agregar índios bolivianos e
brasileiros
Nascida em 11 de julho de 1901, Antonieta de Barros foi a primeira mulher a integrar a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
Educadora e jornalista atuante, teve que romper muitas barreiras para
conquistar espaços que, em seu tempo, eram inusitados para as mulheres –
e mais ainda para uma mulher negra.
Theodosina Rosário Ribeiro foi à primeira deputada negra da Assembléia Legislativa de São Paulo.
Nasceu em 29 de maio de 1930 na cidade de Barretos (SP). Quarenta anos
depois, em 1970, a maior cidade da América Latina a elege como primeira
vereadora negra da Câmara Municipal de São Paulo. E, em 1974, a primeira
deputada negra da Assembléia Legislativa do Estado, onde ocupou também o
cargo de vice-presidente.
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